Site para médicos: o checklist que transforma visita em consulta
Site para médicos que agenda: o que não pode faltar, o que o CFM não deixa entrar, quanto custa em 2026 e quando o perfil no Google resolve antes do site.
8 min de leituraPor Pulsar
Neste artigo
- O que um site para médicos precisa fazer
- Site para médico ainda vale a pena com Doctoralia e Instagram?
- O que vem antes do site: perfil no Google e WhatsApp que responde
- O que não pode faltar num site médico
- O que o CFM não deixa entrar no site
- Como fazer um site médico aparecer no Google
- Quanto custa um site para médicos em 2026
- Perguntas frequentes sobre site para médicos
- O que fazer agora
Site para médicos costuma ser vendido como vitrine: foto bonita, currículo, missão, visão e valores. O paciente não procura nada disso. Ele chega ao site com uma pergunta só, "consigo marcar com esse médico, quando e como?", e se a resposta não aparece em dez segundos no celular, ele volta para o Google e clica no próximo.
A conta é simples e dói: um site que recebe 300 visitas por mês e não tem botão de WhatsApp visível, nem horário, nem convênio, desperdiça quase todas. Não é falta de tráfego. É um site que foi feito para o médico se ver, não para o paciente agendar.

Este post é o checklist que a gente usa quando monta ou revisa site de consultório médico: o que precisa ter para virar agendamento, o que a Resolução CFM 2.336/2023 não deixa entrar, quanto custa e, antes de tudo, quando o site nem é a primeira coisa a fazer.
O que um site para médicos precisa fazer
Um site médico tem três trabalhos, nessa ordem:
- Converter quem já te procurou. A pessoa viu seu nome no Instagram, recebeu indicação ou achou no Google Maps e quer confirmar antes de marcar. O site precisa responder rápido e levar ao WhatsApp ou ao agendamento.
- Receber o tráfego pago. Anúncio de consulta no Google precisa de uma página de destino que fale da especialidade anunciada, não da home genérica.
- Ser encontrado no Google. Páginas por especialidade e por condição tratada, escritas para quem pesquisa, ranqueiam ao longo de meses e trazem paciente sem custo por clique.
Os sites que aparecem no topo dessa busca, quase todos de empresas que vendem site, falam muito do terceiro trabalho e quase nada do primeiro. É o primeiro que paga a conta no curto prazo.
Site para médico ainda vale a pena com Doctoralia e Instagram?
Vale, mas não para todo mundo e não antes de tudo. Três situações em que o site se paga:
- Você atende particular e quer depender menos de plataforma. No marketplace, o paciente é da plataforma: ele vê seu perfil ao lado de outros cinco médicos da mesma especialidade. No site, ele vê só você.
- Você vai anunciar no Google. Tráfego pago sem página própria manda o clique para um lugar onde você não controla a mensagem nem mede a conversão.
- A clínica tem mais de uma especialidade ou mais de um médico. Cada especialidade precisa de uma página para ranquear e para receber anúncio.
Se você atende só convênio, tem a agenda cheia por indicação e não pretende anunciar, o site é cartão de visitas. Pode ser simples. O que não pode é estar desatualizado, com telefone antigo e convênio que você já descredenciou.
O que vem antes do site: perfil no Google e WhatsApp que responde
Para consultório de um médico, a ordem que mais dá resultado é: primeiro o Perfil da Empresa no Google completo, depois um WhatsApp que responde em minutos, e só então o site. A busca "cardiologista perto de mim" mostra o mapa antes de qualquer site, e quem está no mapa com foto real, horário e avaliações recebe a ligação. Como chegar lá está no post sobre clínica no Google Maps.
E o WhatsApp é onde a maioria dos consultórios perde o paciente que o site trouxe. A gente já acompanhou mais de 76 consultórios e clínicas, e o padrão se repete: o contato chega às 19h perguntando o valor da consulta, a secretária responde no dia seguinte às 10h, e o paciente já marcou com o colega que respondeu na hora. Site bom com atendimento lento é balde furado.
O que não pode faltar num site médico
O checklist de conversão, do que mais pesa para o que menos pesa:
- Botão de WhatsApp fixo em todas as páginas, visível no celular sem rolar. A maior parte das visitas de site médico vem do celular.
- Nome, CRM com a palavra MÉDICO e especialidade com RQE no topo. Não é detalhe de design: é exigência do artigo 4º da resolução do CFM para qualquer peça de publicidade, e o site é uma.
- Como marcar, horários, endereço e convênios na primeira dobra. O artigo 9º da Resolução CFM 2.336/2023 permite informar como agendar, horários, localização, estacionamento e convênios aceitos (incisos IV e V). Use.
- Valor da consulta, se você atende particular. O inciso VI do mesmo artigo permite informar o valor da consulta e as formas de pagamento. Quem esconde o preço recebe o contato do curioso; quem mostra recebe o de quem já decidiu. A decisão é sua, mas é permitida.
- Uma página por especialidade e por condição principal, com o nome no título e o texto respondendo o que o paciente pergunta: como é a consulta, quanto tempo dura, o que levar, se precisa de exame antes.
- Fotos reais do médico, da equipe e do consultório. O artigo 9º, inciso I, permite foto e vídeo do ambiente de trabalho, da própria imagem e da equipe. Banco de imagem com médico de outro país passa a sensação contrária à que você quer.
- Velocidade. Rode o endereço no PageSpeed Insights. Site de clínica que demora mais de três segundos para abrir no 4G perde gente antes de mostrar o nome do médico.
- Rastreamento de conversão. Cada clique no WhatsApp e cada formulário enviado precisa ser registrado com a origem, no Google Analytics e na conta de anúncio, e cair no CRM. Sem isso você não sabe se o site trouxe uma ou cinquenta consultas.
- Política de privacidade. Formulário de contato coleta dado pessoal e, muitas vezes, dado de saúde (a pessoa escreve o que sente). A LGPD exige dizer o que é coletado, para que e com quem é compartilhado.

O que o CFM não deixa entrar no site
A Resolução CFM nº 2.336/2023 trata o site como canal próprio do médico (artigo 8º) e permite usá-lo para captar paciente. Mas as vedações do artigo 11 valem inteiras, e o site é onde elas mais aparecem porque ninguém revisa depois que publicou:
- Promessa de resultado. "Recupere sua qualidade de vida", "acabe com a dor", "resultado garantido". O inciso XII veda garantir, prometer ou insinuar bons resultados.
- "Especialista em" sem RQE. O médico com pós-graduação sem título de especialista pode divulgar a formação, mas no formato com "NÃO ESPECIALISTA" em caixa alta.
- Antes e depois fora do artigo 14. A norma permite com um conjunto de exigências (resultados satisfatórios, insatisfatórios e complicações, texto educativo, sem identificar paciente, sem edição) que galeria de site raramente cumpre. A gente não usa.
- "Primeira consulta grátis". Anúncio de serviço gratuito em consultório privado é vedado.
- Selo de "melhor médico" e ranking promocional. Também vedado.
O detalhe de cada artigo, com o que passou a ser permitido em 2024, está no post sobre publicidade médica e o CFM. Vale lembrar que o artigo 3º põe a responsabilidade no médico, ou no diretor técnico no caso da clínica. Texto que a agência escreveu e você aprovou é seu.
Como fazer um site médico aparecer no Google
Ranquear site médico é menos mágico do que vendem. O que funciona, em ordem:
- Uma página para cada coisa que o paciente pesquisa. "Endocrinologista em Campinas" e "tratamento de tireoide em Campinas" são buscas diferentes e pedem páginas diferentes. A home não ranqueia para tudo.
- Endereço e telefone idênticos no site, no Perfil da Empresa e nas plataformas. Diferença entre eles confunde o Google e derruba os dois.
- Conteúdo que responde dúvida real, escrito ou revisado pelo médico, com CRM no rodapé do texto. É também o que a resolução do CFM chama de propaganda de interesse da medicina, permitida.
- Paciência. Página nova leva de três a seis meses para ganhar posição em busca local disputada. Por isso o tráfego pago entra junto, e não depois.
A lógica é a mesma que descrevemos para consultório odontológico no post sobre site para dentista, com a camada a mais do CFM e uma diferença de mercado: em várias especialidades médicas, a busca local é dominada por marketplace e por hospital, e a página por condição tratada é a brecha.
Quanto custa um site para médicos em 2026
As faixas de mercado são as mesmas de qualquer site de saúde:
- Até R$ 500: construtor do tipo faça você mesmo. Serve de cartão de visitas, carrega devagar e é difícil de ranquear.
- R$ 1.500 a R$ 4.000: template adaptado por freelancer ou agência pequena. É o que a maioria compra. Bom se vier com página por especialidade e texto escrito para você.
- R$ 5.000 a R$ 15.000: projeto próprio, com texto profissional, páginas estruturadas para busca, velocidade tratada e integração com WhatsApp e CRM.
- Acima de R$ 15.000: site com agendamento online integrado ao sistema da clínica e área do paciente. Faz sentido para clínica com vários médicos.
Some o domínio no Registro.br, a hospedagem e a manutenção, que ninguém coloca na proposta. E pergunte quem vai revisar o texto contra a resolução do CFM antes de publicar. Se a resposta for "ninguém", o barato pode sair caro.
Perguntas frequentes sobre site para médicos
Médico pode colocar o valor da consulta no site?
Pode. O artigo 9º, inciso VI, da Resolução CFM 2.336/2023 permite informar valores de consultas e formas de pagamento.
Médico pode ter site sem RQE?
Pode. O que muda é como a qualificação aparece: sem RQE, o médico não se anuncia como especialista, e a pós-graduação, quando divulgada, vem com "NÃO ESPECIALISTA".
Site médico precisa de blog?
Só se alguém for escrever com regularidade e o médico for revisar. Blog parado desde 2022 passa a impressão de consultório parado. Página por especialidade bem feita vale mais que dez posts genéricos.
Landing page ou site?
Para anúncio, landing page focada em uma especialidade converte mais que a home. Para ranquear e para quem já te conhece, o site. A conta de quanto custa cada uma está no post sobre quanto custa uma landing page.
O que fazer agora
Abra seu site no celular e cronometre: em quanto tempo você acha o botão de WhatsApp, o CRM com RQE, os convênios e o horário? Se passou de dez segundos, o site está perdendo consulta. Corrija isso antes de pensar em redesenho.
Depois, confira quem responde o contato que o site gera e em quanto tempo. É nessa ponta que a gente trabalha no marketing para clínicas médicas: site e anúncio dentro da regra do CFM, CRM com a origem de cada contato e resposta em minutos, com o resultado medido em consulta agendada. Mais de R$10 milhões em anúncios geridos ensinaram que o site é a parte mais barata dessa conta. Se quiser saber onde o seu está vazando, peça um diagnóstico gratuito.
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